Esta é uma estratégia do medo: distanciar-nos do melhor de nós mesmos, encerrando o esplendor da transparência humana.
“Aonde tens que ir é só a ti”, conta o poeta Jimenez. Então, de forma sensível e única, permitir-se imaginar e transbordar, dar-se e confiar na idade da luz a nos esperar no final da sombra, quando integraremos um nível de consciência (ética e amorosa) mais ampla e profunda.
Assim, o desabrochar evolutivo confirma que, como aprendizes da vida, o imperativo é a aventura do caminho para tornar-se o que se é. Logo, dar escuta a voz interior e procurar ser até que possamos fazê-lo vasta e totalmente… Não seria esse o desejo do coração?
Não ter vergonha de um momento de fraqueza, perdoar-se, porque os equívocos compõem grande parte de nossa humanidade em construção e, como ressonância, nem sempre estamos no melhor de nós mesmos, pois não somos perfeitos e em nós (ainda) há as facetas do absurdo.
Cumprir nosso destino, mas ciente de que ele comporta atos e preces, ação e contemplação…
Para não abrir mão da saúde e da plenitude, agir de acordo com a bússola da alma, e aceitando os próprios limites – a imagem da escada, uma vez que evoluímos segundo o Sopro da Vida que habita no núcleo aceso da nossa existência que passa…
Ainda.
Por mais pesada que seja a rotina, rígida muitas vezes por encargos e tarefas insossas, sempre haverá ocasiões em que seremos tocados por alguém ou por algum evento inesperado e, desse modo, convidados a nos transformar positivamente, pois o caminho é caminhar, como sugere o poeta Antônio Machado.
Eugênia Pickina
*(Querid@s, estarei ausente por uns dias… Sentirei saudade. Abraço apertado)