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Zinnia – O arquétipo da criança interior

Zinnia – O arquétipo da criança interior

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“Em todo adulto espreita uma criança – uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita atenção e educação incessantes.
Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa” (Jung)

“Toda criança nasce com a capacidade inata de rir e brincar, de penetrar na vida com a plena exuberância da alma alada.” (Patricia Kaminski).
Muitas vezes, quando as memórias da infância são dolorosas, fechamos nossa  criança dentro  de um  armário. Nosso ego adulto sufoca e suprime essa parte do Eu,ficamos embotados, sem criatividade, sem alegria. Mas a criança permanece e, mesmo contida,  dá sinais de vida e clama por nosso olhar, atenção e carinho. E mais uma vez vamos olhar para a natureza ao redor e observar essa flor chamada “Zinnia” ,que nos convida a “brincar. Vamos perceber o que ela quer nos dizer com seu gestual, qual é a mensagem?
Se observarmos as flores centrais , parecem crianças dançando, brincando de roda. Olhando atentamente, podemos entrar em contato com toda a alegria, leveza e descontração que a flor nos oferece. Parece que ela nos sorri o tempo todo e  nos envia  mensagens: Vamos validar a criança que habita em nós!  Vamos dar voz a essa criança!
Essa essência floral nos faz entrar em contato com a leveza da criança interior, que brinca e ri o tempo todo, traz um coração leve e muita alegria interior.
O bom humor é um sinal de que se está verdadeiramente num caminho espiritual equilibrado e é inerentemente humano.
Não precisamos ser excessivamente sérios,podemos nos divertir mesmo tendo inúmeras responsabilidades e compromissos. Vamos nos deixar envolver pela alegria, descontração e leveza dessa flor. Vamos “soltar” nossa criança interior!

Por Vilma Domeneghetti

A jornada do herói

A jornada do herói

Ao ler uma das definições de Pathwork, “uma jornada das regiões conhecidas para as desconhecidas da alma, semelhantes às narradas por contos de fada…”, percebo o quanto estamos definitivamente ligados à “jornada do herói”. O termo refere-se ao conceito de jornada cíclica, existente nos mitos, e foi popularizado pelo antropólogo Joseph Campbell, quando da publicação de seu Herói de Mil Faces, em 1949. Também conhecida como monomito, alguns estudiosos explicam sua influência maciça, pelo fato desta idéia em Campbell representar uma mescla entre os conceitos junguianos de arquétipos, forças inconscientes, tais quais as definidas por Freud, e ritos de passagem, como os pesquisados pelo antropólogo Arnold van Gennep.

O fato é que a jornada humana e a jornada do herói se confundem. Conscientemente ou não, também abandonamos nosso “mundo familiar” em busca de uma vida mais rica. Tesouros ou ilusões podem nos guiar. Durante a busca, ora quereremos desistir da jornada, ora seremos guiados a ela, seja pelos nossos corações ou, forçosamente, pelo destino. Ao longo do caminho nos deparamos com monstros diversos, temos que enfrentar nossos próprios demônios e limitações, testarmos nossa coragem, para finalmente, despidos de enganos e ilusões, nos tornarmos merecedores do tesouro que buscamos.

Tememos esta jornada, mas algo em nós a ama muito. É o aventureiro latente, que sabe que a aventura representa vida. É por isso que ela é constantemente celebrada desde os mitos gregos até os dias atuais, através dos heróis modernos descritos em livros ou em filmes. O herói em nós deseja essa empreitada. Sonha com esses desafios. Embora, tal como o jovem inexperiente dos mitos ou contos de fadas, não saiba direito o que a aventura de fato representa, até iniciá-la.

Jossânia Veloso