Arquivo da tag: Desenvolvimento

A FAMILIA ESTÁ FALIDA??

A FAMILIA ESTÁ FALIDA??

A Família depende das bases, fronteiras e outros quesitos necessários, onde ela esteja bem estruturada e sustentada. São as bases familiares que mantém essa estrutura tão importante e sagrada. A família falida é aquela que vive fora de uma realidade, que tem medo de enfrentar as dificuldades, tem segredos velados, não admite o desenvolvimento normal dos filhos: não permite que eles passem pelas dores, pelos amores e as frustrações ante as desilusões inerentes a vida. Famílias em  que nada acreditam.

É falida quando os pais fingem felicidade brincando de “família feliz”, desrespeitando seu núcleo ao ocultar os resultados negativos, desmerecendo desta forma a sensibilidade e observação dos filhos. Quando não permitem aos filhos viverem a verdade e mostrar essa verdade nos olhos. Quando as fronteiras rígidas impedem o contato com o mundo ou no outro extremo, as permissivas em excesso, desequilibram a liberdade real tornando-a libertinagem.

É falida quando o “diálogo” é feito com coação, chantagem, mascarando a falta de respeito. Quando os pais são repressores, chatos, que estão sempre dando suas opiniões sem serem solicitados, como se fossem donos da verdade. Pais competidores, que não admitem o período de crescimento dos filhos e começam e se igualar…um exemplo? Mães que se vestem como as filhas tentando roubar a cena, falam gírias descabidas, se intrometem e invadem as conversas dos jovens, achando que estão agradando. Pais que não admitem que os filhos despertem na sexualidade e vivam suas experiências nas etapas permitidas.

É falida quando induz os meninos precocemente a prática sexual, violentando-os motivados pelo medo que o filho seja homossexual. Pela superproteção, falta de atenção, ausência. Quando não tem tempo para escutar, para tocar, para compreender, acariciar ou simplesmente abraçar em silencio, dizendo estou aqui.  Não é efetivo também estar o tempo todo ao lado, se a presença é vazia e ausente, ansiosa e descontente.

Educar com culpa, com medos, proibindo que os filhos possam despertar e apontar os “defeitos” faz as famílias mudas e dissimuladas..Famílias críticas, que falam banalidades, sarcásticas, ferindo sentimentos sem o menor respeito ensinam da pior forma possível fazem desses filhos pessoas indesejáveis no social. Pais que tornam seus filhos escravos dos seus sonhos não realizados, impedindo que vivam suas próprias historias.

Família falida é principalmente a que não permite que cada um, individualmente se expresse como se sente, que não permite a linguagem dos sentimentos. E quando alguém consegue se expressar é considerado “o problemático”. Uma maior conscientização mesmo que sofrida é melhor antes que depois, para que não se torne realmente falida. Onde há o amor, a linguagem do coração, da espiritualidade, da ternura do afeto, tudo se torna passível de mudança. As ajudas estão aí e por aí, para quem quiser usá-las.

Que todos os seres sejam felizes e estejam em paz!!

Tereza Valler

REBELDIA X LIMITE

REBELDIA X LIMITE

URG002

Um temperamento rebelde é necessário e saudável para que mudanças ocorram dentro e fora de casa. Desde a infância e juventude, quando reais valores são passados pelos pais, escola e sociedade, seres mais conscientes se formam. Levantar vozes contra sistemas que massacram é positivo. A passividade e a omissão fazem com que nenhuma mudança aconteça dos velhos padrões quer sejam na cidade, pais ou mundo. Que seria de nós se vozes não se levantassem contra abusos indiscriminados mundo a fora? Se crianças e jovens não fizessem suas queixas e reclamações desmascarando pais, escola e sociedade em abuso de poder? Do lado positivo, a rebeldia traz liberdade, conquistas, crescimento, livre expressão, criatividade e principalmente fortalecimento pessoal e emocional. Do lado negativo a liberdade sem limite se torna libertinagem. Formas negativas de chamar a atenção, através de birras, agitação exagerada, invasão de espaços, consumo de drogas, alcoolismo, violência, agressividade, sem o mínimo de educação e respeito levam seres a agirem na contra mão do caminho. Crianças e jovens donos da verdade, professores de Deus, achando que tudo podem, desde ferir pessoas até animais com atitudes hostis são frequentes nos dias atuais. Pessoas assim são chamadas ¨gangorras¨ que quando sentam todos levantam. Isto também serve para adultos. A noção de respeito ao próximo, do amor e compaixão pela natureza pelos seres e tudo o mais, é passado primeiro pelos pais, depois a escola e sociedade. Há deveres que são dos pais e outros que são de todos. Diante da realidade do mundo todos devem cuidar uns dos outros sempre que possível. Tudo começa na sociedade limitada (casa) e vai para a anônima (social). Uma educação exclusiva adotada pelos pais, onde nenhum espaço é aberto para o compartilhar e sinalizar atitudes negativas dos filhos, dará espaço a filhos egoístas, superprotegidos,¨poderosos¨, irresponsáveis e folgados. Acima de tudo sem poder pessoal e inseguros. Atrás de pais sufocados tem filhos folgados. Pais que não tem forças para educar, direcionar precisam ter a humildade de reconhecer que precisam de ajuda. Não ter estrutura para aguentar as frustrações dos filhos significa que eles próprios não lidam com as suas próprias frustrações. A manipulação estará presente e ao invés de doadores criativos, serão filhos e indivíduos manipuladores de emoções alheias em função de suas próprias necessidades e desejos. Tornam-se indivíduos caprichosos, mimados e insaciáveis. Estes nunca serão rebeldes, mas revoltados, de relações periféricas. Para os pais é necessário observar o que são as reais necessidades e o que são os caprichos, a vaidade. A criança que é suprida o tempo todo não terá a chance de experimentar os desafios tão importantes ao longo da vida. Estimular as qualidades e dons é importante, mas sinalizar o excesso é muito mais. Crianças super protegidas e sem limites, com adultos justificando sempre as atitudes negativas se tornam rebeldes sem causa. Rebeldia saudável só estará presente em seres livres dentro e fora. O limite é importante para possibilitar o retorno a fonte onde está guardado a nutrição dos sentimentos de amor, da verdade da realização. A realização do ser espiritual, mental e emocional requer amor e proteção na medida certa.

DICAS

• Não tenha medo de dizer não.

• Os filhos precisam de proteção e amor para um bom desenvolvimento emocional

• A verdade tem que estar nos olhos dos pais NUNCA minta.

• Estimule as boas ações e dê oportunidades para a individualidade.

• Dê bons exemplos nas próprias ações e atitudes pois os filhos tudo observam.

• Só prometa aquilo que pode cumprir.

Que todos os seres sejam felizes!!

Por Tereza Valler

Infância Roubada

Infância Roubada

42-20277640

Depressão, ansiedade, dificuldades de aprendizagem, obesidade, pânico e diversas alterações de comportamento, são inúmeros os transtornos que aumentam a lista de atendimento de psicólogos, psiquiatras e pediatras. Crianças e adolescentes psico-somatizados como os adultos, sinalizam que algo não vai bem no desenvolvimento. Pais ansiosos, mergulhados num sistema cruel e exigente, que cobra posturas, incentiva a competição, maior rendimento e status, são massacrados e consequentemente massacram os filhos. Inúmeras atividades extra-curriculares tiram da criança e do adolescente o direito de brincar, de viver as experiências naturais e necessárias para o seu desenvolvimento. Cada etapa tem seu encanto e se perdidas, provocam um vazio, pois a criança deixa de ser ela mesma para atender as expectativas dos adultos. Projetos feitos sem a aprovação dos filhos dos filhos, levam a inúmeras situações que roubam a infância e adolescência. Quando não há tempo para entrar em contato com os sentimentos e as emoções, também não há esperança para os pais conhecerem seus filhos intimamente. Pais impacientes, ansiosos e imaturos “tercerizam” suas responsabilidades por falta de preparo emocional. O mais triste é que perdem também esta etapa de proximidade. As atividades extras são importantes quando bem dosadas e vem para a ajuda psico-social dos filhos. O exagero é que rouba dos filhos o direito de descansar e aprenderem a relaxar e podem levar a conseqüências posteriores. Um desenvolvimento natural, emocional e espiritual dará aos filhos e pais aconchego e uma educação de coração para coração. A linguagem Espiritual, do sentir, da amorosidade fará a integração natural da educação e os sentimentos. Neste espaço de harmonia ficarão as boas lembranças, a convivência saudável e a referência positiva. Limites, respeito, amor sem super proteção dará como resultado adultos saudáveis.

DICAS

Quantidade de tempo não é qualidade.
Ouvir com atenção cada filho em espaços individuais.
Ter contato físico e amoroso através de abraços, contato olhos nos olhos com freqüência.
Não projetar nos filhos aquilo que vocês não fizeram.
Ensinar aos filhos que nem tudo é competição.
Respeitar as individualidades.

Que todos os seres sejam felizes e em amor!!
Tereza Valler

O que a criança está vivendo?

O que a criança está vivendo?

A criança é uma pessoa em desenvolvimento. Tem seus próprios pensamentos, emoções, fantasias e imagens mentais.
Os pais nem sempre sabem lidar com as emoções a flor da pele dos seus filhos, ignorando que para tudo precisa de tempo. Amadurecer o cérebro, para que tenha as ferramentas necessárias, para que suas emoções possam ser controladas, e assim sucessivamente, proporcionando o amadurecimento como um todo.
O processo de maturação requer dos pais, escola e sociedade o devido respeito. Hoje vemos que pais e escolas estão despreparados tanto para criança emocionalmente imatura, como ao contrario. Os estabelecimentos de ensino recebem a criança com os históricos básicos trazidos pelos pais que nem sempre são verdadeiros. Esta criança que por ventura é “diferente” em algum aspecto, será rotulada pelas entidades e será a frustração dos pais que insistem nesta velha e boa frase; Onde foi que eu errei?
Não há erros e acertos. O que há na verdade é a falta paciência da observação de ambas as partes para que esta criança possa se expressar na sua verdade e ser reconhecida como ela é, e acima de tudo ser respeitada nas suas diferenças.Toda a expectativa jogada em cima dos filhos torna-se pesos, que podem se arrastar por um longo tempo e algumas vezes até o fim da vida. Ansiedade, déficit de atenção e tantos outros sintomas que enchem as laudas dos sistemas de ensino sem uma solução eficaz. As crianças e os adolescentes enquanto não forem respeitados nas suas individualidades sejam elas quais forem nenhum resultado será positivo, nem para um nem para outro.
A criança não tem obrigação de corresponder aos anseios de quem quer que seja. Hoje sabemos que grande parte dos sistemas de ensino não estão preparados para receber crianças em sua individualidade. A importância se dá ao numero e ao resultado escolar. É colocado para o aluno que ele fará com que esta escola seja boa ou ruim pelo índice de aprovação, pelo nome que fará para a sociedade. Isto não é cruel? Crianças a beira de um ataque de nervos perdidas em meio aos chamados deveres de casa, quando em casa ela também tem o direito de brincar e se expressar dentro das suas necessidades.
Hoje o movimento em prol das crianças e adolescentes ao qual faço parte, visa basicamente conscientizar estes pais e sistemas de ensino, que a criança não é mais a mesma. Precisamos respeitá-las e aceitá-las em sua integralidade. Estou aqui generalizando. Sabemos que existem casos em que se precisa realmente de atenção maior por terem maior comprometimento funcional, que precisam de acompanhamentos específicos e conjuntos. Mesmo assim, também não fazendo jus aos rótulos impostos. Nenhuma criança deve ser rotulada ou discriminada.
Criança é criança seja ela quem for e como for.
Que todos os seres sejam felizes!

Tereza Valler