Sim, somos todos seres em evolução, caminhantes e aprendizes de um viver melhor com o outros e – principalmente – nós mesmos. É natural que ainda erremos, mas deve ser ainda mais natural a forma com que aprendemos com os erros e voltamos à quadra quântica. Voltar é necessário.
Quantos de nós ainda não sai do prumo, baixa a frequência, desconecta-se? Com isso quero dizer aquelas atitudes que podem – no começo – passarem despercebidas, como uma posição raivosa logo ao acordar, irritando-se com tudo, desde o passarinho que deixou a sua marca na varanda, o café que respingou na roupa e as notícias “deliciosas” do jornal (que servirão, inclusive, para alimentar esta raiva e seu processo degenerativo ao longo do dia). Não podemos deixar de lado o pessimismo atrator de mais pessimismo. Não, a tal estória do “o segredo” não é bobagem (aos menos na sua estrutura essencial), e os princípios lá discutidos têm plena aplicação no nosso cotidiano, basta prestar atenção. Uma reclamação gera energia para uma segunda reclamação. Um julgamento, dá espaço para mais um julgamento… e quando vemos, lá se foi o bom humor e muitas palavras sobre a vida dos outros, o que deviam e não deviam fazer, etc., etc.
Gosto de pensar a vida na sua forma de passagem, pela própria efemeridade dos seus arredores e da forma como vamos alterando o nosso olhar ao longo da estrada. Semente passageira que somos, aprendemos a coletar os frutos (informações) necessários que nos ajudarão a enfrentar a força da chuva e do vento (lições e experiências inerentes ao caminho).