O que a criança está vivendo?

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A criança é uma pessoa em desenvolvimento. Tem seus próprios pensamentos, emoções, fantasias e imagens mentais.
Os pais nem sempre sabem lidar com as emoções a flor da pele dos seus filhos, ignorando que para tudo precisa de tempo. Amadurecer o cérebro, para que tenha as ferramentas necessárias, para que suas emoções possam ser controladas, e assim sucessivamente, proporcionando o amadurecimento como um todo.
O processo de maturação requer dos pais, escola e sociedade o devido respeito. Hoje vemos que pais e escolas estão despreparados tanto para criança emocionalmente imatura, como ao contrario. Os estabelecimentos de ensino recebem a criança com os históricos básicos trazidos pelos pais que nem sempre são verdadeiros. Esta criança que por ventura é “diferente” em algum aspecto, será rotulada pelas entidades e será a frustração dos pais que insistem nesta velha e boa frase; Onde foi que eu errei?
Não há erros e acertos. O que há na verdade é a falta paciência da observação de ambas as partes para que esta criança possa se expressar na sua verdade e ser reconhecida como ela é, e acima de tudo ser respeitada nas suas diferenças.Toda a expectativa jogada em cima dos filhos torna-se pesos, que podem se arrastar por um longo tempo e algumas vezes até o fim da vida. Ansiedade, déficit de atenção e tantos outros sintomas que enchem as laudas dos sistemas de ensino sem uma solução eficaz. As crianças e os adolescentes enquanto não forem respeitados nas suas individualidades sejam elas quais forem nenhum resultado será positivo, nem para um nem para outro.
A criança não tem obrigação de corresponder aos anseios de quem quer que seja. Hoje sabemos que grande parte dos sistemas de ensino não estão preparados para receber crianças em sua individualidade. A importância se dá ao numero e ao resultado escolar. É colocado para o aluno que ele fará com que esta escola seja boa ou ruim pelo índice de aprovação, pelo nome que fará para a sociedade. Isto não é cruel? Crianças a beira de um ataque de nervos perdidas em meio aos chamados deveres de casa, quando em casa ela também tem o direito de brincar e se expressar dentro das suas necessidades.
Hoje o movimento em prol das crianças e adolescentes ao qual faço parte, visa basicamente conscientizar estes pais e sistemas de ensino, que a criança não é mais a mesma. Precisamos respeitá-las e aceitá-las em sua integralidade. Estou aqui generalizando. Sabemos que existem casos em que se precisa realmente de atenção maior por terem maior comprometimento funcional, que precisam de acompanhamentos específicos e conjuntos. Mesmo assim, também não fazendo jus aos rótulos impostos. Nenhuma criança deve ser rotulada ou discriminada.
Criança é criança seja ela quem for e como for.
Que todos os seres sejam felizes!

Tereza Valler

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