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buscadorO tema da busca é essencial para permitir força criativa ao ser existente. Então, no buscador é integrado, por si mesmo, uma libertação dos padrões impostos pela sociedade e um caminho aberto que mutuamente se engrandecem.

Cada pessoa é incumbida de buscar uma mobilização da energia a serviço da vida. Desse modo, o ganho da segurança, certamente, advém das variedades de experiências de vida, que geram dores e alegrias. E quando o sujeito se recusa a experimentar essa diversidade de experimentos, ele corre o risco de passar a viver uma vida de ignorância sobre suas próprias aptidões e habilidades criativas, ou poderá passar sua existência à procura de uma compensação através do complexo de poder, que somente gerará desequilíbrios.

Talvez, por isso, o questionamento da aparente “linearidade” das coisas cotidianas nos leve a compreender, pela sensação de desconforto ou de incompletude, a insuficiência de nossa costumeira agenda, que gradativamente deixa de servir a valores transcendentes, pois enraizada, no geral, nas ilusões do ego, naturalmente esquivo ao devir.

Nunca podemos dizer sobre o que é certo para a vida de outrem. Mas, períodos de instabilidade e de confusão sempre trazem, após sua travessia, uma compreensão que ressignifica nosso relação com o mundo – seja interior ou exterior.

É da vontade da nossa natureza que sejamos criaturas buscadoras, pois a mesma natureza que submerge em sono e letargia é também despertada pela necessidade de vigília e de inovação, pois movida pela díade racional-imaginativa, própria à complexidade humana…

Retomo o fio da meada, o tema da busca.  E, agora, me permito uma pequena síntese. O poeta Pessoa disse-o bem: “Navegar é preciso; viver não é preciso”…

Claramente, o desconforto “não-lido” por uma pessoa que (apenas) parece confortável em sua decifrada e controlada normalidade. Mas, quando o viajante, o estranho misterioso, passa a surgir em sonhos, repetitivos, há o provocar de uma epifania: um sinal nítido de que a vida deseja levar essa pessoa, o sonhador, a um patamar desconhecido…

 Eugênia Pickina

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