Sentimento de Estrangeiro – Parte IV

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(Parte quatro)

“O importante é sentir-se em casa no lugar onde estamos”.

Processo de cura

O primeiro passo para a cura é a ACEITAÇÃO.

Diga a si mesmo: Sou essa pessoa com todos esses sentimentos internos, com essa maneira diferente de ser e estar no mundo. Porém, não esqueça, por outro lado, que tem um propósito claro e definido. Sinta-se ligado aos seus ancestrais ou esferas espirituais, que embora não veja, sente profundamente com os olhos da alma.  Você precisa honrar a existência, esse momento o qual está vivendo e encontrar a força na vulnerabilidade, a sabedoria na sensibilidade, o amor na não-agressividade, a certeza na desconfiança, a presença na ausência.

Diga: Sou assim e é exatamente assim que vou cumprir aquilo que me foi determinado.

Para ser mensageiro do novo, ou mensageiro entre o céu e a terra é necessário sentir-se pertencente ao lugar onde nasceu, afinal é aqui que está o agora.

Do que adianta nos sentirmos especiais, se nos isolamos e não compartilhamos? De que adianta um dom não-compartilhado? No isolamento não ocorre a transformação. Ao contrário, o crescimento é inerente à interação, ao envolvimento e à doação.

É necessário deixar de procurar pela validação externa. Não procure validação naqueles que não a podem dar. Só você sabe aquilo que está no mais profundo do seu ser e você possui essa certeza interna. Qual é a verdadeira validação? Com toda certeza é a interna, aceitando a si mesmo, com toda sensibilidade, diferença, com todo conhecimento interior. Não se sinta melhor nem pior que os outros. Saiba-se, simplesmente, diferente. Valide-se! Honre sua vida e sua diferença, afinal é a única coisa que realmente possui. Valide-se enquanto SER.

Sinta-se especial, sim! Nem santo, nem anjo, nem superior, nem inferior, nem mais espiritualizado, nem mais evoluído. Talvez mais desperto, apenas. Desta forma, poderá ser um mensageiro da certeza da eternidade da alma, com o conhecimento de que a matéria passará, mas que temos a vida para todo o  sempre.

Para que possa cumprir sua missão, precisa integrar o poder do seu coração, com a força do seu olhar. Perceber que existe um “Deus” comum a todos os seres humanos, que habita todas as religiões e que ama a todos, da mesma forma. E esse “Deus” é puro amor. Deixe o Amor fluir através de você!

Quem sabe, você possa despertar definitivamente e acordar! O momento é agora! Sua terra, lugar ou o planeta é este! Não existe outro, pois nada é ao acaso e toda vida possui, em si mesma, um projeto enriquecido de possibilidades! E, se você está aqui, é porque tem muito a contribuir! Rompa com as divagações ou o isolamento, pois não construiremos nada se não colocarmos alicerces nos nossos sonhos! A vida se anima, pela busca da unidade, integrando a diversidade e saindo da separatividade.  O importante é trazer a paz, harmonia, espiritualidade, unidade para o aqui e agora, nada está fora, em outro lugar, em outro planeta, em outra morada.

Não existe fora, só existe o agora!

Por Eugênia Pickina, Flávio Vervloet, Isabel Muller, Jossânia Veloso, Vilma Domeneghetti

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  1. BOA NOITE. FAÇO TERAPIA HÁ MUITO TEMPO. ESTOU MUITO CANSADA DE LUTAR CONTRA OS ‘MOINHOS DE VENTO”.É DESGASTANTE,FRUSTANTE E DESANIMADOR…TENHO PASSEADO PELA INTERNET EM BUSCA DE EXERCÍCIOS DE AUTO-CONHECIMENTO E AUTO-ACEITAÇÃO.TODOS FALAM DE SE AUTO CONHECER MAS QUANDO PERGUNTO – COMO ? – ME RESPONDEM : ISSO VOCE TERÁ QUE DESCOBRIR SÓZINHA…ME ANGUSTIO MAIS AINDA…POR FAVOR, ME ENVIEM O TEXTO ACIMA POR EMAIL; ELE É O MAIS PRÓXIMO DO QUE TENHO PROCURADO. sonia

  2. Ao ler o texto, parecia se tratar da descrição do meu ser, sobretudo do que senti durante toda a minha vida. É por demais impactante e doloroso, não contive as lágrimas.
    De toda forma, há sempre um sopro de esperança no meu coração, e nesse sentido o texto se mostra bastante revelador, pois justifica essa solidão sem fim que se abate sobre mim.
    Estou longe do processo de autoaceitação, mas me sinto no caminho por meio da terapia e do apoio de algumas pessoas. Isto me reconforta.
    Boa sorte a nós estrangeiros! Vamos lutar para não sermos mais forasteiros de nós mesmos!
    Por fim, minha profunda gratidão à equipe redatora. É por conta da certeza de que existem pessoas prontas ao auxílio, que não me sinto tão desesperadamente só neste mundo.

    • Clovis,
      Sobre sentimento de estrangeiro no sentido psicológico (de pessoas que se mudam para outro local, estado ou país) você pode encontrar na internet e em livrarias.
      Porem num enfoque mais existências as referências são escassas e fragmentadas, as reflexões desses textos são fruto da percepção pessoal e clinica dos autores.
      Espero que tenha sido útil para você.
      Abraços,
      Flávio

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