Folhas de Maio

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Como a alma sempre foi concebida como feminina, penso que é a religiosidade, atada ao Mistério e à função feminina, que  nos possibilita vibrar positiva e significativamente em nosso ambiente (interno e externo), principalmente quando cultivamos com atenção e cuidado nossa relação com o nosso caminho.

Além disso, como extensão do próprio Mistério, sinto que essa religiosidade possui uma cadência especial, não reduzida a práticas religiosas e moralistas, à medida que mantém acesa a fagulha da esperança, porque  enriquecida por uma força interna sinalizadora da certeza de que sempre haverá solução para as dificuldades. Logo, essa religiosidade é fundamental, porquanto está re-ligada por completo ao sentido  (inexplicável) da vida…

Sem dúvida, quando atentamos aos sussurros do coração, sabemos que estamos a serviço de uma realidade maior e, por isso, a nutrição de nossas experiências religiosas (ou numinosas) é essencial ao nosso equilíbrio pessoal.

Logo, procurar viver esses estados profundos nos ajuda a compreender que há uma força extrafísica (quântica) que sempre interfere luminosamente em nossas vidas. Esses instantes, consequentemente, são orientados pela fé e desse modo ritmados porque nos fazem confiar na intervenção favorável e amorosa do divino, da generosidade da vida.

Conforme amadurecemos, passamos a aceitar, humildemente, o que a vida (e o Mistério) nos oferta, porque cientes de que não há acaso.

Essa aceitação, contudo, para ser completa, depende de alguém que se permita “uma alma religiosa” no propósito de perceber/apreender o que “está escrito” nas entrelinhas dos acontecimentos, sejam eles fáceis ou difíceis.

Sim, a alma, como a função religiosa, sinaliza a necessidade da confiança e da certeza de que a vida pode nos oferecer, além dos receios e dos pesos cotidianos, as vibrantes irradiações do amor, capazes de nos fazer prosseguir com alento, coragem e alegria.

Escolhemos sempre… E para viver bem podemos cultivar a nossa relação com a força divina, ou com a nossa própria força interior, para nos colocar mais plenamente no mundo, pois conscientes de que o poder divino é misericordioso, atento, se lembra de quem somos e do que precisamos…

E por meio dessa cumplicidade com o Mistério conseguiremos perceber que a vida é sempre fecunda e cheia de graça… Aceitar isso é simplesmente deixar-se conduzir pela sutil expressão de uma alma religiosa e acolhedora, uma alma feminina…

Eugênia Pickina – Palavra Terra

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