Sensibilidade: um recurso bendito

Padrão

Notei apenas agora o quanto tenho procurado partilhar sobre o feminino e suas funções… Isso talvez seja derivado do meu próprio instante aclarado por uma maternidade recente. Ou talvez seja tão-só acrescido da minha condição humana e do sincero desejo de aprender a viver bem, com mais lucidez e mais solidariedade.

Sim, a sensibilidade é compreendida como uma das principais qualidades ligadas à dimensão do feminino ( *o feminino compõe tanto o homem como a mulher e por isso encontramos homens sensíveis e mulheres insensíveis, e vice-versa).

O excesso de sensibilidade, porém, faz tal característica se transformar em suscetibilidade. Consequentemente, algo se complica em termos comportamentais: a pessoa desequilibra-se por qualquer incidente e o medo toma lugar, impedindo aprendizados, mudanças positivas ou tomadas de decisões objetivas.

Mas uma sensibilidade “adequada”, com justa medida, pode, ao contrário, tornar a vida mais rica, mais saborosa, evitando o peso da rigidez, da indiferença, da ausência de cuidado nos relacionamentos ou de uma má condução sobre os eventos existenciais que nos afetam todos os dias.

Ora, tanto as situações conhecidas como as inesperadas tendem a convidar uma leitura afirmativa dos acontecimentos, sejam eles serenos ou truncados, pois é próprio à vida instalar formas e arranjos para o autodesenvolvimento do ser humano.

Contudo, nos casos em que a rotina perde o comando das coisas, a sensibilidade pode especialmente auxiliar a razão a decifrar com mais riqueza e profundidade as lições que nos chegam, muitas vezes, disfarçadas de adversidades, mas recheadas de semeaduras que, no futuro, darão alegria.

Além disso, é ela, a sensibilidade, a interlocutora capaz de nos possibilitar o reconhecimento dos aspectos simbólicos daquilo que aparentemente parece doloroso ou ininteligível à racionalidade, espontaneamente habituada à mesmice da rotina – no geral, pouco assustadora…

Viver, pensar e agir sem o auxílio do sentimento ou da intuição – manifestações ligadas à sensibilidade – alimentam, no geral, os valores e hábitos desgastados e, desse modo, não há progresso, nem transformação, pois a mudança exige busca e coragem para que haja renovação e seu decorrente acréscimo…

Se as riquezas materiais são pura ilusão, do ponto de vista do destino humano sempre há possibilidades para que a Alma, em sua função feminina, redirecione a bússola rumo a novidades e oportunidades evolutivas, sempre reivindicadoras de aceitação para que haja a conquista da lição adequada ao momento.

Logo, a sensibilidade é um meio apto a favorecer um tipo especial de opulência – o desenvolvimento pessoal –, porquanto cada ser humano necessita desfrutar também com o coração dos eventos do caminho.

Ora, o caminho com coração permite a florescência de dons e potencialidades sem o freio do medo, porque, diante do desconhecido ou das adversidades, mais e mais ciente será o indivíduo dos seus recursos internos: meios que o ajudarão a enfrentar com sabedoria o “já conhecido” e o “ainda desconhecido”…

Eugênia Pickina – Palavra Terra

Anúncios

Escreva seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s