Espelho de viageiro

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A psique sempre nos incentiva a ser quem somos, e segundo a chave do coração inteiro. Esta é uma tarefa criativa que aguarda nossa resposta e, em muitas situações, nossa ousadia.

Apesar disso, diariamente enfrentamos o desequilíbrio entre as dificuldades conscientes e inconscientes e os sofrimentos do mundo. Assim, grande é a tentação de fugirmos aos desafios ou de nos escondermos num quarto confortável.

Logo, mesmo diante do convite à expansão da personalidade (no propósito do indivíduo integral), temos o hábito de desenvolver maneiras elaboradas, sutis, de evitar a dor da evolução da consciência.

No entanto, para a realização de nossas potencialidades é fundamental que aceitemos esse incentivo para adquirir, com o tempo, tanto maturidade quanto serenidade – até que brilhe um ponto: a nossa casa.

Consequentemente, nossa existência tende a oscilar sobre a estreita linha entre a regressão (o evitar da dor) e a progressão (a expansão da consciência ou o florescer da personalidade) e, portanto, entre a aniquilação e a individuação.

Mas, como uma predisposição natural, há em nós, e desde o nascimento, um ímpeto dedicado à realização do nosso manancial luminoso, tanto como indivíduo quanto como parte do Mistério  –   e para dar cumprimento ao nosso “anseio pela eternidade”…

Por isso, se fugirmos ao nosso destino – ser quem somos – podemos viver zangados com a vida e crer, de maneira crônica, que alguém poderá nos preencher, pois os vestígios do problema original – o descaso com a individuação – são transportados para fora de nós e, assim, queremos achar no outro, ou em alguma coisa, aquilo que só encontraríamos em contato com nossa alma.

Se carregamos nossa história psicológica, sobretudo o anseio por proteção e carinho, dispomos também do poder pessoal, ou seja, da capacidade de lutar por uma vida ainda mais plena…

E essa vida mais plena lança para nós uma pergunta que, segundo o entendimento de cada um, abrirá a passagem que movimentará recursos na profundidade secreta do coração: quais nossas aspirações, a vida que não vivemos?

Eugênia Pickina – Palavra Terra

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