Olhos atentos

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Só de então, dos passos perdidos, podemos, de maneira profunda e não arisca, conhecer mais sobre nós mesmos sem imersos na confusa solidão –  pesada e fria como uma ferradura…

Sim, porque não estamos sozinhos e os clarões surgem quando estamos atentos, quando não nos misturamos aos fatigados pés, que sentem apenas os detritos de velhas flores, pois os olhos, distraídos, não querem reparar as aves, os novos brotos das árvores…

Assim, do cataclismo sem saída, podemos, caso depositemos um olhar de atenção sobre a vida, abraçar um segredo colhido quando  calamos os pensamentos afoitos, e não agimos, pois tocados pela alegria inocente da criança que, sem saber, confia na realidade.

Temos, sim, que abrir os olhos para que busquemos neles a paciência do caminho que, mesmo no tempo da miopia, nos esperava para deixar a lucidez nos invadir para não sair mais…

No início ou no meio da vida, as possibilidades como uvas, e o medo suspendido, enquanto nós, os passantes, perto do coração, amando e lutando, e do sol a colher dons e dons, pois que sigam os olhos ouvindo o vento e sem duvidar do tempo.

Sigamos vivos e tudo será cumprido.

Eugênia Pickina – Palavra Terra

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