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Em muitas circunstâncias, quem de nós não precisa alcançar um lugar onde não haja a dor? Em função disso, podemos, num exemplo comum, trabalhar de maneira compulsiva, pois o fazer esgota até que consigamos cair exaustos na cama.

Então, os problemas cardíacos, a pressão sanguínea, a depressão camuflada, sem contar outros males patológicos, não seriam os  filhos do estresse em razão de um ciclo de vida desequilibrado, que procura, mas em vão, ocultar as feridas e as angústias de um caminho impaciente com os pedidos do coração?

O automatismo diário retorna. A maioria de nós está imerso nele. Além disso, esse “existir mecânico” não estimula a consciência nem confere sabedoria, porém tende a inflamar raivas e tristezas, o terror da solidão.

Contudo, apenas é na aparência que lutamos sozinhos quando o que está em jogo é um caminho com coração – também chamado bom combate.

Silêncio. Meditemos. Por conseguinte, será possível colher uma orientação positiva que tanto nos incentive o levantar do chão e voltar à luta, como nos ajude a passar a viver com sinceridade a jornada pessoal, e desde que enfrentemos nossos traumas e vergonhas com integridade emocional.

E não resolve querer substituir o medo pelo poder. Ainda, temer e negar as partes de si que não se encaixam no enredo coletivo pouco colaborará com a realização da tarefa à qual a vida reivindica a cada manhã.

Assim, mesmo que paguemos um preço por sermos vulneráveis, nossas almas deixarão de viver tão assustadas, caso  nos permitamos viver nossa verdade pessoal, que gera ressonância afirmativa nos relacionamentos, nos habituais afazeres e no estar consigo mesmo.

Com efeito, parar de mentir, parar de se enganar. Não é à toa que um antigo ditado chinês diz que a palavra certa será ouvida a quilômetros de distância

Não escapamos ao fato de que somente quando passarmos a respeitar o caminho com coração sentiremos que além do nosso eu hesitante repousa um nível mais profundo de consciência, apto a sustentar nossas necessidades reais e mediar nossas escolhas a fim de que nos tornemos os protagonistas de nossas fecundas histórias. Logo, compreensivos com nossa (natural) vulnerabilidade.

Eugênia Pickina

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