Por nós

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Os  gregos enalteciam três virtudes: a verdade, a beleza e a bondade. E, para eles, fazia sentido uma definição de saúde como uma tendência ao que integra, ao que harmoniza e nos mantém unidos ao núcleo do Ser que nos faz ser

Assim, como uma suposição razoável, podemos atribuir como parte da crise que vivenciamos a constrição da alma, pois perdemos, na modernidade, a grandeza do projeto humano. Entretanto, toda história humana conta sobre a necessidade do cuidado com a alma que nos habita a fim de que gozemos de boa saúde e alegria.

Logo, é possível propor como recurso de orientação a lógica do coração e, com ressonância, a expressão francesa – “ter o coração na mão”. Em consequência, viver com o corpo animado e reconhecer a si mesmo e ao outro não apenas como corpo material, mas como corpo habitado por uma alma, um corpo que é também a casa do Grande Mistério.

Ainda, se o nosso coração estiver na mão, vamos acessar outra realidade, cientes do vir a ser que temos de criar, o futuro que podemos desenhar… É uma aventura longa?  Amyr Klink, o navegador, diz que “o maior naufrágio é não partir”, é ficar estagnado, girando em círculos, o consumir-se pela ausência da clarificação do desejo, pela desorientação.

Onde aprendemos a existir de forma harmoniosa? A lição do amor, encadeada pela verdade, beleza e bondade,  o movimento da alma, sugere que aprendemos a existir na arte de viver o instante – a convocação para o viver da jornada, tecida passo a passo.

Estamos aqui por conta das pendências, das questões inacabadas.  Mas também pela necessidade da florescência dos dons e da urgência de amar.

Em função disso, ser largamente solidário e com o coração latejando de confiança para que consigamos, com facilidade, o retorno ao nosso eixo essencial quando experiências difíceis nos atravessem, normalmente enraizadas nessas pendências e aspectos negligenciados ou inacabados…

Não esqueçamos: no final, são as experiências que nos fazem progredir na arte de amar que ficam conosco de maneira harmoniosa e definitiva. Afinal, como dizia Tereza d’Ávila: Nada te inquiete. Nada te assuste. Tudo passa. Só o amor não passa. Com paciência tudo se alcança. A quem tem amor nada falta. Só o amor basta.

Eugênia Pickina

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