Vida compartilhada

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Herman Hesse, o autor de Demian, cuja abordagem diz respeito à cura da alma moderna, observou um dia: “em um mundo de peregrinos, quando os caminhos se cruzam, o mundo parece um lar durante algum tempo”.

Sim, é na experiência dos encontros que conseguimos colher a força necessária para realizar a própria jornada.

Sei que somos encarregados de solitariamente dar conta de compromissos ligados aos nossos dons e propósitos essenciais – há um enredo que depende largamente de nosso próprio atuar (decidimos por uma via com coração?).

No entanto, é na vida compartilhada que haurimos a energia indispensável ao bom ânimo e à manutenção da esperança para realizar, com êxito, a nossa trama.

Desse modo, a gratidão pelos encontros no caminho. E, consequentemente, valioso é o amigo emocionalmente íntimo, que nos proporciona o presente da conversa sobre medos, dúvidas, lutas e vitórias… A dádiva do preenchimento de nossas necessidades de apoio e carinho a fim de que continuemos o passo sem o risco de não viver os ditames da nossa alma.

Logo, o desenvolvimento saudável de nossa verdade interior depende tanto da conversação íntima, como do precioso direito a uma vida de relação, que objetiva crescermos através um do outro e um com o outro…

Então, com alegre confiança, dar-se a permissão para servir à natureza, servir aos outros e servir ao Mistério do qual somos a experiência…

Eugênia Pickina

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