Janelas e encontros

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Pode demorar, mas um dia você compreende que algumas pessoas realmente não se importam. Elas, por histórias distintas, não assimilam o quanto vale a pena se deixar arrebatar por um encontro, abrindo o coração.
Essas pessoas morrem lentamente. Necessitariam, talvez, de uma experiência estarrecedora para destrancar o coração a fim de se tornarem sensíveis à luminosidade do convívio.
Num mundo tão desigual, comum é a ocorrência de estados de consciência tão diversos, e por isso bem e mal convivem solitariamente solidários, mesmo que não pareça assim…
E embora isso justifique a incômoda impotência diante da indiferença de tanta gente, talvez o que nos caiba seja tão-somente fazer a nossa parte com coragem, compartilhando saberes e práticas para acrescentar mais luz a este Ethos bendito que nos hospeda, dada nossa condição de passantes.
Em síntese, ainda que haja circunstâncias adversas, influências mentais e emocionais tóxicas, ainda que a indiferença domine grande parte do convívio que enlaça o ser humano e a natureza, somos responsáveis por nós mesmos e temos o direito de viver larga e profundamente, evitando o morrer lento, comum àquele que se nega a florescer nos encontros.
Eugênia Pickina

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