Ser vegetariano

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Não gosto de nada radical.
De pregações, tentando “converter” pessoas ao vegetarianismo.
Quem tem sua religião e está confortável com ela, merece respeito, pois isso faz parte das escolhas pessoais.
Para ser vegetariano não precisa seguir religião ou se tornar um religioso.
Faz parte da opção da busca e isso é de foro íntimo.
Tudo flui quando as coisas acontecem de forma natural e relaxada.
A Natureza dança com os ventos, sofre com as tempestades, ri com as chuvas.
Portanto, com essa naturalidade nossa alma vai pedindo essa transformação.
Tudo vai acontecendo.
Não se pode impor que as pessoas sejam vegetarianas e discriminá-las. Ao agir assim, nos tornamos radicais e intolerantes.
Alguns animais são carnívoros e os amo.
Tenho muitos amigos e amigas que comem carne e são adoráveis!
Prefiro estar com eles a conviver com alguns vegetarianos que se enchem de outras coisas nada naturais.Que erguem bandeiras fazendo pregações sobre karma e deixam de cuidar da própria vida.
Não adianta se intitular vegetariano e comer feito um troglodita frente aos alimentos sem a delicadeza de um Prassad. Não ter uma postura digna diante da vida e achar que já se santificou. E isso tudo rola no mundo dos naturalistas. Mas, cada um cada um. Sem julgamentos.
Acredito em transformações que acontecem de dentro para fora e não por modismo. Ser vegetariano para mim é querer ingerir alimentos sem o sacrifício de animais. Ter esse olhar, que cada pedaço de carne significa que um inocente foi sacrificado. Que a cada sacrifício há uma energia de dor, e essa dor será absorvida. Ou seja, ao ser ingerida espiritualmente se estabelece um pacto com os que sacrificaram. Assim se forma uma roda que não alimenta o espírito, mas o sistema desmedido e cruel. É uma questão de responsabilidade com os nossos irmãos menores que não podem se defender. Torna-se uma alimentação com sangue de inocentes. Aí está o fundamento do Karma.
Estar e ser consciente que há uma contribuição ao meio ambiente quando dizemos não a carne.
Que preservamos as matas quando mudamos nossos hábitos alimentares. E nos tornamos inquilinos mais responsáveis no planeta e mais cuidadosos. Agindo assim, desmatamentos desmedidos não contaminam as fontes dos rios que as destroem. O momento pede isso, para nossa elevação espiritual, para a sutilização de energias.
Principalmente para que a nossa saúde seja abençoada, tornando nossos corpos menos densos.
Enfim, são inúmeras razões apontam para que sejamos todos vegetarianos.
Mas, acima de tudo, é preciso saber que há pessoas lindas que não são.Tenho uma amiga que é uma das almas mais generosas que conheço na proteção animal e come carne. Ela doa sua vida em salvar vidas. Como discriminá-la?
Uma mudança requer tempo, desapego e vai acontecendo naturalmente dentro de cada um.
E cabe a cada um de nós adeptos, também de forma descontraída, mostrarmos as delícias gastronômicas que acontecem entre ervas, grãos, legumes, frutas, flores e sabores. Que podem ser feitos pratos deliciosos na cozinha natural. Não é só de arroz integral e carne de soja que ela acontece.
O cardápio natural é delicado e proporciona um relaxamento mental e o corpo agradece.
Tem preciosidades que enchem o paladar e é de se comer rezando em gratidão à vida.
As atitudes corretas de caráter também fazem parte do cardápio principal.
A vida há de ser uma oração. E que se torne “alimenta-ação” do corpo e da alma.
Uma energia divina!
E uma dica: nós podemos ser convidados sim para encontros!
Que ninguém também precisa nos discriminar!
Um pedaço de pão integral e uma saladinha básica e fazemos a festa em qualquer festa!
E assim a convivência de todos acontece. É celebrada, nessa união amorosa.
Sou a favor dessa comunhão, da troca afetiva entre todos os seres que aqui estão.
O que importa é a conexão do coração acima de todas as outras coisas.
Que possamos trilhar o caminho, jornada da alma, independente de tudo que a mente impõe como verdade. E cada um sabe da sua. Cada um é responsável pela sua opção seja ela qual for!
Devemos nos lembrar, antes de julgar o outro, que Francisco Cândido Xavier comia carne, e Hitler era vegetariano…

Por Tereza Valler

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Uma resposta »

  1. Lindo texto! Concordo plenamente com você. Nenhum tipo de fundamentalismo é saudável!!!

    Por mais de uma década participei do Movimento Hare Krishna e fui vegetariana. Aprendi a cozinhar ajudando na cozinha do templo. Aprendi a fazer pratos deliciosos e bem temperados. Mas minha família não entendia como alguém pode viver sem carne. Eu era hostilizada ao dispensar a carne, alguns me tratavam como se eu fosse uma criminosa!!!!!!
    O Movimento acabou aqui na minha cidade. Atualmente sou simpatizante do budismo e me limito a não comer carne vermelha. Sou “ovo-lacto-vegetariana e como frango e peixes”. A carne vermelha “não desce” depois que se adquire a consciência. Quando estou sozinha, continuo não comendo nenhum tipo de carne. Mas na companhia de outras pessoas, opto pelas carnes brancas, para evitar cobranças e atritos desnecessários. Foi um meio-termo que encontrei para conviver em paz…..

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