Quando a alma pede socorro

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Um dos maiores desafios dos seres humanos é pedir ajuda.
A grande grande maioria das pessoas foi educada a manter suas máscaras e suas dores camufladas em sorrisos e mentiras.
Para muitos, portanto, mais fácil oferecer ajuda do que aceitá-la. Isso porque muitos indivíduos internalizaram a ideia de que aceitar significa fragilizar-se e deixar que o outro veja as imperfeições e a condição de peregrino em evolução.
Muitos preferem enxugar lágrimas a terem suas lágrimas enxutas – numa entrega de cura e amorosidade. A arrogância esconde-se nas sombras dos labirintos inconscientes, ávida em ser reconhecida.Quando a humanidade deixar de achar que seus semelhantes são seus maiores inimigos um grande passo na evolução espiritual acontecerá. Quando títulos, intelectos, posições, egos ávidos derem lugar ao amor, as diferenças estabelecidas pela mente se dissiparão.
Para o Grande Arquiteto do Universo não interessa academias e/ou títulos, mas sim a execução da missão pela paz, simplicidade, humildade, amor e caridade desenvolvidas na terra; quando as mãos são estendidas para dar e receber ajuda. Quando sem resistência alguma, possa admitir a pessoa que precisa do outro, e despida do orgulho, com os olhos do coração, enxergar-se com clareza nas necessidade.
Para mente, sabemos, é mais fácil ferir o outro, e não correr o risco de ferir-se.
Mas quando o amor incondicional acontece, nem uma coisa nem outra: nem ferir-se, nem ferir. Simplesmente aceitar e transformar aquilo que é necessário.
Devemos também acolher aos que necessitam de ajuda. Nunca vivemos em meio a tantas pessoas somatizadas entre confusão de sentimentos, pensamentos desequilibrados, atitudes insanas.Estamos todos nessa energia de ajuste desenfreada, onde a massa se confunde e muitas vezes uma onda de inconsciência toma conta de tudo. Nunca a vida exigiu tanto coerência, foco e respeito a si e às essências que nos cercam.
E essa confusão e desequilíbrio causados pela mente, que adoece, traz à tona a somatória de condicionamentos, padrões de pensamentos, sistema de crenças armazenados e reprimidos. Parece que as comportas se abriram e que o inconsciente coletivo está a todo vapor. Nunca se fez tão necessário a prática do bem, da oração, da meditação, da tolerância e compaixão conosco e com quem caminha ao lado, portanto. Fácil, no entanto, procurar convencer-se de “certo” ou “errado” e prosseguir alimentando o ego. Estamos e somos passíveis desses momentos de transformação do físico, emocional, mental e espiritual, portanto, todo cuidado é pouco.
Nada mais honesto que aceitarmos aquilo que precisa ser transformado. Não somos isentos de falhas e nem viemos aqui prontos. Estamos em desenvolvimento, mesmo que uma parte queira resistir às mudanças. Assim vamos atravessando, juntos, por dias fortes, mas de florescimento para aqueles que querem e estão comprometidos com a evolução, na jornada da alma. Melhor sair da frente com o ego e deixar a alma passar e se manifestar em sua plenitude. A vida espera ser celebrada. Esse é um período propício para isso.Com humildade, resignação, gratidão, vamos aliviando a bagagem, subindo a montanha e, depois do pico, o vale.
Haja Luz!
Com amor e em amor
Tereza Ananda Hayaam
(Tereza Vallér)

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