Sólo

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Jung escreveu: “a solidão não nasce de não termos ninguém próximo, mas de sermos incapazes de comunicar as coisas que nos parecem importantes ou de sustentar certas opiniões que outros acham inadmissíveis”.
Mas não espiarei esta “solidão”, companheira de horas longas e dos labirintos. Graças aos céus, não tenho a menor ideia da certeza e/ou incerteza que reveste o (nosso) caminhar.
Honestamente, apenas fiz as pazes com esta solidão e aceito, em mim, a existência “dessas coisas” incomunicáveis, sem negligenciar, contudo, o singelo fato de que o próximo passo continua não prescrito. E talvez consiga caminhar de forma mais segura porque à mercê das inspirações colhidas nos encadeamentos da suprema lei da sincronicidade, pois todo o resto é silêncio.
Mas não posso desprezar a experiência interior de que o incomunicável me fez e me faz viver numa espécie de “purgatório”. Todavia, e talvez como uma sutil recompensa, este “incomunicável” ao mesmo tempo me facilitou o acesso a uma verdade crua, mas libertadora: o sentido da vida é impermeável. Pois ele, o sentido, apenas se comunica com o Mistério; consequentemente, para nós, peregrinos, ele permanece insolúvel.
Aceito assim tanto o contentamento/sofrimento como a vulnerabilidade essencial de se reconhecer como indivíduo, porque, em última análise, tudo depende do ser humano e daquilo que ele é capaz (ou incapaz) de fazer com seus próprios recursos.
Tomara, então, que cada um de nós dose a própria vontade com o espírito do amor e da sabedoria, porquanto esta é a única maneira de se tornar um participante responsável da existência (breve passagem) e, por isso, conseguir dispor de uma vida permeável a realizações do divino amor continuamente comunicado ao Eu que nos dirige.

Saudações e cariños!
Eugênia Pickina

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Sobre Eugênia Pickina

Este blog surgiu de uma necessidade criativa, muito ligada ao desejo de partilhar experiências e perguntas, mas algo independente de prazos ou de Krónos. Pertenci, anos atrás, ao mundo acadêmico (professora de Filosofia do Direito). Mas um dia fui capturada pela terapia floral e hoje procuro me dedicar às práticas de educadora e jardinista (gosto de sugerir essências para crianças, mães/pais, e mesmo todo ser humano que precise de cuidados florais... Atendo também projetos sociais implicados com crianças e famílias disfuncionais/em risco. Para finalizar, porque senão isso fica muito longo, adoro literatura e fotografia e tudo que nos impulsione a viver vivos, levando a sério o fato de estarmos aqui para "mais um dia de colégio"...

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