Entre a dualidade

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Há dias nos quais simplesmente não nos sentimos inspirados; e, em trânsito, a criatividade encontra-se como pedra de construção latente e que se nega, por isso, a lançar luminosidade a ideias para torná-las expressão espontânea ou inovadora dos dias que nos seguem.
No fundo, ainda sinto os cansativos sinais de um desgaste físico e emocional no qual adentrei ao ser convocada, sem ignorar as condições materiais de (minha) existência, para me decidir entre caminhos e que me pareceram mais labirintos.
Sim, estive (de novo) em um labirinto. Eles costumam retornar e, principalmente, quando a vida exige fazer uso de razões que tanto se ligam a “temas básicos” como impliquem receios de funções da psique pouco usadas por um “tipo pensamento” (eu própria).
O grande trabalho foi se armar de coragem/ânimo e simplesmente tomar a decisão que pressenti como a mais “de acordo” com o meu próprio ser, mesmo que isso soasse, porque soou, como ameaçador para o intelecto que, quase sempre, teme o “deixar acontecer” regido pela intuição e/ou sentimentos mais profundos.
Além disso, o duro confronto entre “eu quero”/”eu devo”, num primeiro instante, talvez, possa parecer decorrente apenas de uma crise de responsabilidade ou evitação do cuidado consigo mesmo (tema da subsistência), muito típico a pessoas dependentes/imaturas…
Mas segundo o evento que procuro descrever, o que estava em jogo era exatamente a “cilada do eu” versus a “verdade do Eu”, o que gerou uma crise psíquicoemocional ardida e temporalmente condensada. E não encontrei “guias” (fora de mim) para sustentar a minha possível opção. Qual seria ela? Onde buscar recursos de orientação?
Como consegui, então, eleger minha escolha?
Sondei meus sonhos e eles foram escassos em razão da própria circunstância na qual estava mergulhada, porém um veio ao meu socorro, porquanto os sonhos não mentem… Fiz preces (tive necessidade mais intensa de fortalecer meu conhecimento de suporte espiritual), partilhei meus motivos com meu companheiro e fui amparada por uma amiga muito querida que, sem nada aconselhar, apenas afirmou que o que eu decidisse “seria ótimo”. Ou seja, tive apoio incondicional, embora o tom/direção da decisão continuasse apenas “meu”, segundo um lastro da minha maioridade.
Enfim, ao decidir com o coração, e segundo a escuta da minha verdade (campo do Eu), fui invadida por um “calma cristalina”; e embora meu pequeno “eu” tenha ficado desconcertado, em seguida ele foi tomado por uma inequívoca sensação de compreensão daquilo que antes lhe havia soado como “ato de loucura”.
Somos solitários e sei que cada passo em direção a uma consciência mais elevada, provocado este avanço muitas vezes por estes dilemas existenciais (duros porque tecidos de dualidade) e que parecem furtar a nossa alma caso haja “erro de escolha”, de fato representam tanto uma luta para nos arrancar de uma “vida medíocre” bem como um claro chamado para que integremos cada vez a nossa própria verdade.
O que me acalenta? Quando decidimos “despertos” pela nossa verdade, segundo minha amiga querida, “o cosmo conspira a nosso favor”. Que seja assim!
Saudações e cariños…

Eugênia Pickina

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Sobre Eugênia Pickina

Este blog surgiu de uma necessidade criativa, muito ligada ao desejo de partilhar experiências e perguntas, mas algo independente de prazos ou de Krónos. Pertenci, anos atrás, ao mundo acadêmico (professora de Filosofia do Direito). Mas um dia fui capturada pela terapia floral e hoje procuro me dedicar às práticas de educadora e jardinista (gosto de sugerir essências para crianças, mães/pais, e mesmo todo ser humano que precise de cuidados florais... Atendo também projetos sociais implicados com crianças e famílias disfuncionais/em risco. Para finalizar, porque senão isso fica muito longo, adoro literatura e fotografia e tudo que nos impulsione a viver vivos, levando a sério o fato de estarmos aqui para "mais um dia de colégio"...

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