Arquivo do autor:Eugênia Pickina

Sobre Eugênia Pickina

Este blog surgiu de uma necessidade criativa, muito ligada ao desejo de partilhar experiências e perguntas, mas algo independente de prazos ou de Krónos. Pertenci, anos atrás, ao mundo acadêmico (professora de Filosofia do Direito). Mas um dia fui capturada pela terapia floral e hoje procuro me dedicar às práticas de educadora e jardinista (gosto de sugerir essências para crianças, mães/pais, e mesmo todo ser humano que precise de cuidados florais... Atendo também projetos sociais implicados com crianças e famílias disfuncionais/em risco. Para finalizar, porque senão isso fica muito longo, adoro literatura e fotografia e tudo que nos impulsione a viver vivos, levando a sério o fato de estarmos aqui para "mais um dia de colégio"...

Mulheres e labirintos

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O objetivo da vida é realizar um caminho com significado?

E quem não aspira chegar, em um dia distante, àquele campo florido onde poderemos residir em suave contentamento?

Na verdade, sabemos que a vida, por si mesma, não é assim; nosso trajeto é frequentemente arenoso; nosso caminho, longo, nebuloso. Grande parte do tempo estamos desorientados, sobrecarregados pelos deveres cotidianos, sacudidos por temores, metas excessivas e coisas semelhantes. Mas isso é tudo o que podemos esperar? Leia o resto deste post

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Coragem!

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Meus querido@s do coração,

Sob a sombra do sofrimento guarde-se em Jesus porque há instantes que somente o Mestre Maior pode suster nossa coragem.
Não olvide as preces, a vigilância dos pensamentos, muito mais, e de maneira resoluta, mantenha o olhar dirigido ao coração e para que nele não permaneça o veneno da incompreensão ou das mágoas, muito próprias aos tempos difíceis.
Resista também ao medo… Leia o resto deste post

Passagem

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Estive em silêncio.
Há pessoas que quando se sentem mal a criatividade simplesmente cessa e se cala e, atrevida, nega-se a contar ou expressar palavra, senão o silêncio. “Funciono” desse modo, pertenço aos tipos que deixam de ouvir as vozes interiores quando a vida, no lá fora, se torna fria e dura.
As poucos, no entanto, uma certa “ordem” se avizinha. Não a “ordem” típica ao dever, mas a “ordem” que se segue ao caos e toda a névoa que lhe segue, cegando-nos e/ou sangrando-nos.
A vida é longa, já penso assim. E cedo ou tarde os impasses conhecem um fim. E não que tenhamos qualquer controle sobre isso. Leia o resto deste post

Crise e percepções

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Resistimos à dor, embora saibamos (ou suspeitemos) que o único recurso adequado é passar por ela, senão a experiência dolorosa se torna mais intensa – e por isso corremos o risco de mergulharmos na estagnação, na perda da alegria de viver.
Quando uma crise desperta, então, podemos, no lugar de erigir resistências, procurar atender as reivindicações de nossa alma e nos perceber de forma atenta e cuidadosa.
A experiência da dor não é algo ruim ou que acontece gratuitamente. Leia o resto deste post

Entre a dualidade

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Há dias nos quais simplesmente não nos sentimos inspirados; e, em trânsito, a criatividade encontra-se como pedra de construção latente e que se nega, por isso, a lançar luminosidade a ideias para torná-las expressão espontânea ou inovadora dos dias que nos seguem.
No fundo, ainda sinto os cansativos sinais de um desgaste físico e emocional no qual adentrei ao ser convocada, sem ignorar as condições materiais de (minha) existência, para me decidir entre caminhos e que me pareceram mais labirintos.
Sim, estive (de novo) em um labirinto. Eles costumam retornar e, principalmente, quando a vida exige fazer uso de razões que tanto se ligam a “temas básicos” como impliquem receios de funções da psique pouco usadas por um “tipo pensamento” (eu própria). Leia o resto deste post

Sólo

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Jung escreveu: “a solidão não nasce de não termos ninguém próximo, mas de sermos incapazes de comunicar as coisas que nos parecem importantes ou de sustentar certas opiniões que outros acham inadmissíveis”.
Mas não espiarei esta “solidão”, companheira de horas longas e dos labirintos. Graças aos céus, não tenho a menor ideia da certeza e/ou incerteza que reveste o (nosso) caminhar. Leia o resto deste post

Por uma sociedade melhor, meninos deveriam brincar de boneca e de casinha

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Tenho dado bonecas de pano de presente para filhos de alguns amigos. Há algumas lojas que vendem brancas, negras, indígenas, asiáticas.
Diante do estranhamento dos pais (“Ah, mas ele é menino!”), tento explicar que brincar de boneca e de casinha deveria ser algo incentivado a ambos os sexos.
Formaríamos homens mais conscientes e menos violentos se eles entendessem, desde cedo, que cuidar de bebês, cozinhar, limpar a casa não são tarefas atreladas a um gênero, mas algo de responsabilidade do casal. Não há nada mais anacrônico do que tomar como natural que o homem deve sair para caçar e a mulher ficar cuidando da tenda no clã. Em alguns países, após um período inicial de licença maternidade básica, o casal escolhe quem continua fora do trabalho para cuidar do pimpolho. Podem decidir, por exemplo, que ele ficará em casa e ela irá para a labuta. Leia o resto deste post