Arquivo da categoria: Pró-infância

Por uma sociedade melhor, meninos deveriam brincar de boneca e de casinha

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Tenho dado bonecas de pano de presente para filhos de alguns amigos. Há algumas lojas que vendem brancas, negras, indígenas, asiáticas.
Diante do estranhamento dos pais (“Ah, mas ele é menino!”), tento explicar que brincar de boneca e de casinha deveria ser algo incentivado a ambos os sexos.
Formaríamos homens mais conscientes e menos violentos se eles entendessem, desde cedo, que cuidar de bebês, cozinhar, limpar a casa não são tarefas atreladas a um gênero, mas algo de responsabilidade do casal. Não há nada mais anacrônico do que tomar como natural que o homem deve sair para caçar e a mulher ficar cuidando da tenda no clã. Em alguns países, após um período inicial de licença maternidade básica, o casal escolhe quem continua fora do trabalho para cuidar do pimpolho. Podem decidir, por exemplo, que ele ficará em casa e ela irá para a labuta. Leia o resto deste post

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Dia da Criança e consumo consciente

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Em datas especiais, como Dia das Crianças, os pais procuram satisfazer as demandas de seus filhos – pequenos consumidores cada vez mais exigentes.
E o mercado de consumo entendeu que a data é extremamente lucrativa e transformou o 12 de Outubro no melhor evento para vender antes do Natal.
Sim. É importante valorar o dia (ou a semana) da criança como tempo de brincadeiras e convivência, e despojada da conotação comercial da data. Leia o resto deste post

Pais – cuidadores ou reféns?

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“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.” (O Pequeno Príncipe)

Como seria reconfortante para os pais, na inquietude sobre poder cuidar bem de seu filho, se confiassem que nunca estão sozinhos, pois a eles é continuamente enviado uma poderosa inspiração para lhes instruir o que fazer.
O ser dos pais é mobilizado para orientar a criança, isso não querendo dizer que momentos de dúvida inexistam vez ou outra.
O que me intriga, hoje, e com frequência, justificada na educação liberal, é perceber tantos pais reféns dos seus filhos, com dificuldade, clara ou embotada, de darem limites.
O caminho do meio exige muito de nós. Sobretudo, quando, em muitos casos, fomos, no passado, os filhos subjugados por uma educação severa e autoritária. Quantos de nós, quando pequenos, comíamos, por exemplo, o que era servido, e em silêncio? Um horror! Não tínhamos gosto, muito menos o direito ao exercício libertador da aversão.
Por muito tempo a infância agonizou e filhos e filhas tiveram potenciais furtados pela tirania doméstica, vitimizados por um pai, no geral ausente e autoritário, e uma mãe frustrada, castrada pelo enfadonho serviço no lar. Ao lado disso, as crianças foram durante um largo período histórico invisíveis no cenário político.

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