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A alma habita o corpo

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A vaidade descabida e a pressão social fazem com que muitos entrem num estado de correspondência corporal de perfeição.
Nada de errado com um corpo saudável, cheio de vida, mas estar correspondendo a terceiros para ser aceito é agredir-se.
Muitos machucam o corpo rejeitando-se, alimentando-se de coisas que prejudicam o bom funcionamento, como bebida em excesso, drogas, remédios, cirurgias agressivas que acabam por descaracterizar o que vem herdado da ancestralidade.
Nada contra os ajustes, uma necessidade interna, uma transformação que contribuirá para melhorar o todo, dar mais autoestima. Leia o resto deste post

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O mundo é passagem

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Manter a autoestima saudável nos testa em muitos níveis, pois precisamos valorizar nossos dons, explorando-os com discernimento e responsabilidade. Além disso, para o nosso próprio bem, é importante que sejamos nem mais nem menos do que humanos, o que requer humildade. E por que isso é difícil?

Muita gente é facilmente influenciada pela vida aparentemente “perfeita” dos “famosos” e rejeita o fato de desempenhar um papel banal na sociedade, pois seduzida pela ameaça de insignificância, sucumbe às ilusões do culto à imagem e ao desejo infantilizado de sucesso ou fama…

Na vida real, é fundamental que tenhamos disponibilidade para dar espaço em nossas tarefas cotidianas à presença de nossa expressão criativa, pois a busca de metas que estão além do alcance das próprias habilidades claramente pode conduzir a pessoa a situações perigosas, como é o caso de desastres psíquico-emocionais tecidos em sonhos grandiloquentes ou estranhos às aptidões pessoais.

William James explicou certa vez que aqueles que se preocupam em tornar o mundo melhor poderiam começar por si mesmos. Não seria ousado dizer que a valorização da nossa forma pessoal de colaboração, cindido do vício da imitação ou da comparação, seria realmente a nossa justa e digna cota junto aos nossos semelhantes.

Nossa sociedade necessita não somente de gênios e famosos, mas de pessoas comuns e dispostas a trabalhar em silêncio em prol de si mesmas, dos outros e do destino planetário.

Ao exercitar nossa inclinação natural ao bem e ao belo, podemos auxiliar a metanoia de alguns séculos de individualismo competitivo, cuja motivação principal reside no poder sobre os outros, para a construção do novo paradigma civilizatório, no qual, com base na cooperação e no respeito mútuo, possamos dar crédito à nossa maneira de ser sem temer nossos limites humanos. E, despidos dos condicionamentos cristalizados pela falta de confiança, causadores de frustrações e angústias, poderemos com discreta alegria honrar nossas esperanças e sonhos mais profundos para avançar na jornada.

 

Eugênia Pickina