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Amor orgânico

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Que bom seria se o amor fosse orgânico.Cultivado em terra natural, limpa, preparada, revolvida e adubada com verdade, alegria, sem medos, recebendo espontaneamente o Sol, a chuva, as estrelas, as luas, o frio e o calor. Sementes de qualidade espalhadas nos jardins dos sentimentos, trazendo no seu DNA as essências mais nobres, sem resíduos venenosos, para florescerem.
E, ao se abrirem em frutos, flores perfumadas, suculentos, para doação e entrega, preenchidos de autoestima, amor próprio, confiança, coração cheio de amabilidade,inspiração, doçura e gentileza.
O amor orgânico só floresce em terra sem agrotóxico das paixões e emoções exageradas, doentias, que impedem o desabrochar e envenenam o próprio ser. Leia o resto deste post

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Segredos velados

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Quase ou toda a família tem um segredo. Algo que se tem medo de tocar no assunto, de trazer para a luz. Uns pequenos, outros grandes; uns revelados, outros velados por vergonha, por ego, ou pela velha ilusão de que a imagem passada para a sociedade que é importante.
Assim se cria um pacto entre os membros e o núcleo se fecha. E neste fechamento de fronteiras, muitas coisas graves podem acontecer se a estrutura emocional de alguns for frágil e sem força para lidar com as questões que sufocam e maltratam aos que convivem. Leia o resto deste post

A FAMILIA ESTÁ FALIDA??

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A Família depende das bases, fronteiras e outros quesitos necessários, onde ela esteja bem estruturada e sustentada. São as bases familiares que mantém essa estrutura tão importante e sagrada. A família falida é aquela que vive fora de uma realidade, que tem medo de enfrentar as dificuldades, tem segredos velados, não admite o desenvolvimento normal dos filhos: não permite que eles passem pelas dores, pelos amores e as frustrações ante as desilusões inerentes a vida. Famílias em  que nada acreditam.

É falida quando os pais fingem felicidade brincando de “família feliz”, desrespeitando seu núcleo ao ocultar os resultados negativos, desmerecendo desta forma a sensibilidade e observação dos filhos. Quando não permitem aos filhos viverem a verdade e mostrar essa verdade nos olhos. Quando as fronteiras rígidas impedem o contato com o mundo ou no outro extremo, as permissivas em excesso, desequilibram a liberdade real tornando-a libertinagem.

É falida quando o “diálogo” é feito com coação, chantagem, mascarando a falta de respeito. Quando os pais são repressores, chatos, que estão sempre dando suas opiniões sem serem solicitados, como se fossem donos da verdade. Pais competidores, que não admitem o período de crescimento dos filhos e começam e se igualar…um exemplo? Mães que se vestem como as filhas tentando roubar a cena, falam gírias descabidas, se intrometem e invadem as conversas dos jovens, achando que estão agradando. Pais que não admitem que os filhos despertem na sexualidade e vivam suas experiências nas etapas permitidas.

É falida quando induz os meninos precocemente a prática sexual, violentando-os motivados pelo medo que o filho seja homossexual. Pela superproteção, falta de atenção, ausência. Quando não tem tempo para escutar, para tocar, para compreender, acariciar ou simplesmente abraçar em silencio, dizendo estou aqui.  Não é efetivo também estar o tempo todo ao lado, se a presença é vazia e ausente, ansiosa e descontente.

Educar com culpa, com medos, proibindo que os filhos possam despertar e apontar os “defeitos” faz as famílias mudas e dissimuladas..Famílias críticas, que falam banalidades, sarcásticas, ferindo sentimentos sem o menor respeito ensinam da pior forma possível fazem desses filhos pessoas indesejáveis no social. Pais que tornam seus filhos escravos dos seus sonhos não realizados, impedindo que vivam suas próprias historias.

Família falida é principalmente a que não permite que cada um, individualmente se expresse como se sente, que não permite a linguagem dos sentimentos. E quando alguém consegue se expressar é considerado “o problemático”. Uma maior conscientização mesmo que sofrida é melhor antes que depois, para que não se torne realmente falida. Onde há o amor, a linguagem do coração, da espiritualidade, da ternura do afeto, tudo se torna passível de mudança. As ajudas estão aí e por aí, para quem quiser usá-las.

Que todos os seres sejam felizes e estejam em paz!!

Tereza Valler

Labirintos

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“O encontro do labirinto é considerado pelos gnósticos como um símbolo de iniciação. Em seu percurso haveria um centro espiritual oculto, uma dissipação de trevas pela luz e o renascimento pessoal. Nesse sentido, a superação seria encontro da verdade ou opus”. Achei essa definição, numa de minhas navegações pela internet. Labirintos sempre me encantaram. No início, porque têm a ver com essa coisa de esconde-esconde dos jogos infantis, além do desafio de se chegar ao outro lado. Depois, em função da analogia com a própria vida: quantas vezes, não nos sentimos presos a um?

O Labirinto do Fauno, um filme de Guilhermo Del Toro, 2006, de certa maneira, faz a mesma analogia que os gnósticos: no labirinto, existe um centro espiritual oculto e seu percurso é um pouco a jornada do herói. Os desafios da pequena Ofélia, personagem central do filme, numa Espanha dominada pelo ditador Franco, visitam o mundo da “realidade” e “fantasia”, confundindo um e outro, ou quem sabe mostrando que os dois, de alguma forma, se encontram. Do mesmo modo, a analogia premente entre o que podemos chamar de “mundo consciente” e “mundo do inconsciente” convida o telespectador para uma viagem dentro de si.

Afinal, quais são os nossos labirintos? Quais desafios teremos de enfrentar nesses dois “mundos”, a fim de libertar o herói (o príncipe ou a princesa) em nós? Onde está, tal qual Ofélia encontra, a trilha subterrânea que nos levará a entendermos a nós mesmos? Mais: a curar nossas emoções de tal forma que possamos unificar esses mundos e viver de forma plena?

Jossânia Veloso